As pesquisas realizadas no âmbito da gestão ambiental se beneficiam pelo desenvolvimento e aplicação dos SIG’s onde diversas metodologias ligadas à análise ambiental utilizam-se das técnicas das novas geotecnologias com a finalidade de estruturação de banco de dados espaciais para auxílio no trabalho de diagnósticos ambientais. O Instituto Cultural Inhotim localizado no Município de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, conta com dois grandes acervos naturais importantes e referenciais, ambos com necessidade de catalogação e gestão de banco de dados. São eles: o Parque Tropical, concentrado em aproximadamente 2200 espécies ornamentais raras; e a Reserva Natural formada por 460 hectares de remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual. O presente trabalho busca auxiliar a catalogação e gestão de banco de dados do acervo botânico pertencente ao Instituto. Este trabalho tem como objetivo a elaboração de um Banco de Dados do acervo florístico ornamental com a utilização da tecnologia SIG’s, auxiliando nas pesquisas relativas à preservação ambiental, ao manejo sustentável, ao uso da biodiversidade e à educação ambiental, existentes no ICI.Objetivos Específicos: •Elaborar um banco de dados do acervo florístico ornamental, que contenha as principais características, a localização e o mapeamento das espécies em estudo; •Estabelecer, com base no SIG´s, estratégias de controle sustentável e integrado de pragas e doenças vegetais que sejam consoantes com as normas do Meio Ambiente e Agricultura vigentes no Brasil e que garantam a longevidade e sanidade dos acervos botânicos; •Elaborar materiais voltados para a educação ambiental; •Disponibilizar, na home-page do ICI, o banco de dados referente ao acervo florístico; •Realizar o levantamento e a estruturação das bases cartográficas da região em estudo; •Desenvolver uma coletânea de mapas interativos, direcionados para os diferentes perfis de visitantes do ICI; •Desenvolver o Laboratório de Geoprocessamento no Instituto Cultural Inhotim. O Projeto tem como objetivo a estruturação de um banco de dados geográfico do acervo florístico ornamental que contenha as principais características, a localização e o mapeamento das espécies em estudo. Nesse sentido, serão organizadas informações como: nomes científicos e populares das plantas coletadas, família botânica, distribuição geográfica, habitat e outros. Tais informações serão inseridas e organizadas no software SPSS 13.0, no qual apresenta ferramentas que permitem a utilização de variados recursos estatísticos como: cruzamentos de variáveis; filtragem; freqüências estatísticas; componentes principais, entre outras. A identificação das plantas é feita primeiramente no campo com o auxílio de profissionais especializados. A localização será feita através de GPS, cujos pontos serão relacionados com as informações já disponibilizadas na base de dados. Em relação ao mapeamento sistemático, será utilizado o software AutoCAD MAP 2008, por apresentar um conjunto de ferramentas de vetorização e georreferenciamento que permitem a representação gráfica de informações. As informações temáticas, tais como a localização das espécies serão trabalhadas no software ArcGIS 9.2. Este programa compreende a seqüência do mapeamento sistemático das informações, além de permitir a ligação dos dados armazenados com o sistema de informação geográfico, bem como de procedimentos diversos de mapeamento, tais como: elaboração de mapas hipsométricos, declividade, 3D, etc. De todo modo, o software Surfer 8.0 permite o mapeamento 3D, através de procedimentos de análise espacial, como a interpolação dos dados, o que pode em muito facilitar a representação das informações em estudo. Vale ressaltar que estes mesmos programas serão utilizados para o tratamento de imagens de satélite, somando-se ao software Spring. Por fim, além da aplicação das técnicas geográficas ligadas a área da geotecnologia aqui mencionadas, será desenvolvida publicações, em meio digital e impresso, do trabalho. Nesse sentido, será criado um programa interativo para a divulgação e acesso de pesquisadores das áreas de interesse. Ao longo do projeto, serão fornecidas informações, para os educadores do ICI, a fim de contribuir com ações de educação ambiental.
Palabras clave: SIG, Georreferenciamento, Banco de dados, Inhotim, Plantas Ornamentais
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
rustmapper: sistema de informacion para el seguimiento de la enfermedad del trigo stem rust.
4060
RustMapper es una herramienta de trabajo cuyo objetivo es mantener actualizada la información sobre el estatus y el potencial de expansión de la enfermedad del trigo llamada “Stem Rust o “Ug99” además de permitir el acceso a la información de investigadores o usuarios interesados en el tema.Stem Rust es la enfermedad más peligrosa y destructiva de las que afectan al trigo, los daños que provoca son de grandes magnitudes llegando a destruir plantaciones enteras de este cereal.Según estimaciones de la USDA (2007) cerca del 80% de las plantaciones en Asia y África son vulnerables ante esta enfermedad, cifras que de ser ciertas agravaría aun mas los problemas alimenticios que algunas regiones ya están padeciendo.A partir de la aparición de Ug99 en Uganda (1999) ya se ha detectado en países vecinos como Kenia (2001), Etiopia (2003), entre otros, y solo en el presente año (2008) se ha confirmado la presencia en Yemen e Irán además hay evidencias de que se encuentra en Azerbaiyán y Uzbekistan.En la actualidad son varias las instituciones y centros de investigación que trabajan en el tema, la mayoría de ellas enfocadas tanto a producir variedades menos vulnerables a enfermedades como a especies mas adaptadas al medio ambiente y que permitan aumentar el rendimiento.Cada una de las instituciones anteriormente mencionadas esta realizando investigaciones en temas como patología y mutación, resistencia y diversidad genética, medidas de atención y control de emergencias, dispersión y distribución de las semillas, impactos socio-económicos, entre otros, lo que representa abarcar prácticamente todos los aspectos de la epidemia de stem rust. Para el caso del Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo (CIMMYT, México) en el laboratorio de Sistemas de Información Geográfica se esta desarrollando el proyecto RustMapper, que es una herramienta que provee información del estatus actual y potencial de expansión de la plaga de trigo Ug99 y sus derivados.RustMapper es un visualizador de información que utiliza la plataforma de trabajo de Google Earth, mediante el cual y a través de Internet se presentan datos actualizados de: - Sitios donde se ha presentado el hongo de Ug99, así como su nivel de infección y otros datos técnicos de la enfermedad. - Trayectorias de movimiento del viento. Considerando que el desplazamiento de la enfermedad Ug99 se efectúa por medio del viento, se utilizan modelos de trayectorias del viento a partir de un punto conocido (sitio con presencia de Stem Rust) y en un periodo determinado de tiempo (a 24, 48 y 72 horas) dos veces por semana, una vez obtenidas las trayectorias estas se incorporan a RustMapper, que en conjunto con el resto de la información aquí contenida permite inferir las rutas de diseminación de la espora y las zonas de cultivo de trigo vulnerables a la enfermedad. - Distribución de las zonas de producción de trigo en Asia y África, clasificadas en Producción total, lo cual da una idea clara de las zonas vulnerables a la llegada del hongo. - Ligas o conexiones a sitios web con mas información al respecto, con lo que se amplia el universo de estudio. Con la finalidad de cumplir con el objetivo de permitir el acceso a la información de investigadores o usuarios interesados en el tema, el acceso a RustMapper es bastante sencillo, solo necesita tener instalado el programa Google Earth y descargar el archivo actualizado con los datos de RustMapper en la liga www.cimmyt.org/gis/rustmapper/rustmapper.kmz o directamente de la pagina web de CIMMYT (www.cimmyt.org) específicamente en la sección de GIS.Adicionalmente a RustMapper se diseñó la herramienta llamada RustReport (http://ita.cimmyt.org/rustreport/) el cual es un portal para la captura de datos de nuevos sitios con la presencia de Stem Rust.Mediante RustReport, que utiliza la plataforma de Google Earth o Google Maps, el investigador puede obtener las coordenadas geográficas del sitio donde hay evidencias o se ha confirmado la presencia de la espora de Stem Rust, en esa misma pantalla captura datos técnicos de la enfermedad y del sitio, posteriormente los datos son enviados al laboratorio de SIG de Cimmyt, en México, donde después de ser validadas se incorpora a RustMapper y se obtienen las trayectorias del viento.Con la utilización de RustMapper, RustReport y otras herramientas que se están desarrollando en Cimmyt, GIS-Lab, se ha podido inferir mas claramente la ruta de diseminación de la enfermedad Stem Rust y los sitios o países vulnerables a contaminarse, lo cual es la base para la implementación de políticas o planes de prevención por parte de las autoridades correspondientes.
Este trabalho teve como objetivo analisar as condições das matas ciliares na Raia Divisória de três estados brasileiros: Oeste do Estado de São Paulo, Sudeste do Estado do Mato Grosso do Sul e Noroeste do Estado do Paraná, que tem como ponto inicial o encontro dos rios Paraná e Paranapanema, utilizando ferramentas de geoprocessamento e estabelecendo um vínculo com o histórico da ocupação da área. As análises foram efetuadas através de levantamentos fitossociológicos das matas ciliares de rios e córregos. Os aspectos avaliados foram a presença ou não de vegetação e no caso da sua presença, a identificação das espécies vegetais e sua distribuição nos diferentes estratos; o tipo de solo e seu estado de conservação; a fauna avistada e a água, a partir de sua profundidade, aspecto, presença de sedimentos, erosão no barranco do rio e assoreamento. Utilizou-se para as etapas iniciais destas análises imagens dos satélites Landsat TM, 5 e 7, CBERS e SPOT. Utilizou-se ainda aerofotogramas da região em escala de 1:8.000, coloridos. O conjunto das informações foi georreferenciado em banco de dados elaborado no sistema de informações geográficas Idrisi for Windows. A definição dos pontos de levantamento e a sua posterior localização a campo, foi feita com o auxílio das cartas topográficas, das imagens georreferenciadas e de um aparelho de GPS de navegação. As informações coletadas foram anotadas em fichas e estas posteriormente passadas para arquivos digitais, no formato de banco de dados, armazenadas no SIG. Nos locais onde houve presença de formação florestal, elaboraram-se pirâmides para o estudo biogeográfico da vegetação, a partir do proposto por Bertrand (1966) e Passos (2003). Após as análises efetuadas, verificou-se que em nenhum ponto estudado, existe presença de vegetação ciliar primária estruturada. Também não se observou respeito à Legislação Ambiental que define as matas ciliares como áreas de preservação permanente e estabelece a largura mínima da faixa de vegetação (Lei 4.771/65). Observou-se que a ocupação das terras da região, ocorreu sem preocupação com o uso sustentável dos recursos naturais. Esta ocupação ocorreu de maneira agressiva e destrutiva, onde a retirada das florestas era garantia de posse da terra. Esta postura foi incentivada pela política oficial do Estado brasileiro que para legitimar a posse das terras exigia que as mesmas estivessem sendo utilizadas com atividades produtivas. E, para serem produtivas não poderiam estar cobertas com florestas, embora o primeiro rendimento do proprietário fosse exatamente o comércio das madeiras cortadas nas matas da região. Apesar desta característica geral, observou-se que no Estado de Mato Grosso do Sul houve uma maior preservação das matas ciliares, provavelmente devido ao período em que sua ocupação ocorreu – já dentro da legislação da Lei 4.771/65. Notou-se ao longo da execução dos trabalhos e nas discussões com pesquisadores e gerenciadores públicos que a política oficial do Estado brasileiro e principalmente dos Estados de São Paulo e Paraná, tem mudado significativamente de rumo, caracterizando-se atualmente por uma postura de defesa do ambiente na maioria das situações o que poderá fazer com que a médio e longo prazo a situação apresente sinais de reversão do quadro. Avaliou-se também que as ferramentas do geoprocessamento utilizadas, como o Sistema de Informações Geográficas, o GPS (Sistema de Posicionamento Global), as imagens dos satélites e os aerofotogramas auxiliaram no desenvolvimento da pesquisa, bem como facilitaram as atividades de campo nas diferentes etapas do projeto.
Palabras clave: Matas ciliares, Geoprocessamento, Fitossociologia, Sistema de informações Geográficas, GPS
12:00 a 13:00 Área 4 | 4-Avances en el uso de las tecnologías de información geográfica
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO OESTE DA BAHIA ATRAVÉS DE TÉCNICAS DE GEOPROCESSAMENTO
4071
Simony Lopes da Silva Reis 1(*); Raquel Matos Cardoso do Vale 1; Jocimara Souza Britto Lobão 1
1 - Universidade Estadual de Feira de Santana | (*) Brasil
O oeste baiano apresenta indícios de degradação ambiental devidos à super-utilização dos seus recursos naturais, sobretudo sobre os solos, associados à agricultura de grãos e fruticultura em propriedades latifundiárias de grandes dimensões. A área em estudo abrange a superfície cimeira do Chapadão Ocidental do São Francisco e ocupa 677.206,350 Km2, estando compreendida entre as coordenadas 44° 58’ 09, 03’’ e 46° 41’ 27,81’’ W, e 10° 09’ 34, 35’’ e 15° 07’ 33, 32’’ S. As discussões acerca do fenômeno da desertificação vêm tomando força no meio acadêmico, sobretudo no campo da geografia. De acordo com a ONU (BRASIL, 2005) a desertificação é todo processo de degradação das terras das regiões áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas do planeta decorrente de causas naturais ou humanas. Este processo se configura como fenômeno lento que provoca grandes destruições, principalmente no que diz respeito à capacidade de sobrevivência das comunidades locais, pois leva à completa degradação da capacidade produtiva socioambiental. O oeste da Bahia foi selecionado para este estudo a partir da observação de áreas com degradação ambiental já desenvolvida ou em desenvolvimento, podendo tornar-se espaços desertificados. Os objetivos propostos foram mapear e caracterizar áreas atingidas por processos de degradação ambiental e desertificação, bem como prospectar indicadores destes processos, em escala de 1:100.000; classificar as áreas mapeadas segundo sua amplitude e magnitude espacial e finalmente, selecionar possíveis áreas com indícios de desertificação para análise do processo em escala local. Mesmo não estando no domínio semi-árido, o uso e a ocupação do solo no oeste da Bahia, através do cultivo de soja, milho, algodão, frutas e café utilizando irrigação, tecnologias e insumos agrícolas em larga escala, têm levado à instalação de processos erosivos e de degradação dos solos, que possivelmente alcançarão um quadro de desertificação. O recorte dessa área foi feito por meio de informações obtidas através do estudo do índice de vegetação, onde se optou pelo NDVI (Índice de Vegetação Normalizada) das imagens SPOT com resolução de 1 km, onde os menores valores estão relacionados à exposição do solo, sendo passíveis de gerar processos de erosão. Partindo do princípio que os aspectos sociais estão imbricados aos ambientais, posto que as ações humanas interferem na dinâmica do sistema natural, estudos que envolvam temáticas de mapeamento ambiental, na perspectiva das transformações espaciais, podem gerar políticas públicas de mudanças não só no âmbito ecológico - natural, mas também no contexto social. Desta forma, é possível a criação de diretrizes estratégicas sustentáveis e em equilíbrio dinâmico. Compreender que estes processos estão diretamente relacionados à desertificação é uma discussão que permeou todas as etapas desta pesquisa. A Geografia enquanto ciência holística, para a qual convergem aspectos físicos e sociais tem muito a contribuir para os estudos de processos de desertificação, e nessa proposta de mapeamento foram adotados procedimentos teóricos e metodológicos compatíveis para a compreensão do problema. As ferramentas de geoprocessamento, que dão suporte à sistematização e integração de dados espaciais, o SIG (Sistema de Informação Geográfica) e o SR (Sensoriamento Remoto), foram utilizados no mapeamento ambiental proposto, integrando dados associados ao meio físico que garantiram os resultados projetados.O processo de identificação, mapeamento e caracterização das áreas susceptíveis ou já em desertificação foi realizado tendo como suporte o banco de dados do SIG – BA (2002) incorporado aos dados prospectados neste estudo, o qual abrangeu variáveis físicas e biológicas. Este banco foi integrado aos dados gerados a partir de técnicas de sensoriamento remoto em imagens do satélite LANDSAT ETM+ (2001) e ao modelo digital do terreno MDT/SRTM-NASA (2003). Nas imagens LANDSAT ETM+ foram realizados testes de processamentos digitais para geração dentre outros produtos, do índice de vegetação (NDVI). A entrada de dados no ambiente SIG foi organizada em arquivos raster (imagens digitais, MDT), vetoriais (redes viárias, hídricas) e textuais (tabelas e textos). Os procedimentos descritos possibilitaram a construção de mapas temáticos (altimetria, declividade, aspecto, direção de fluxos, índices de vegetação e outros) que subsidiaram a elaboração do mapa de áreas degradadas com potencial e/ou em processo de desertificação em escala de 1:100.000. Uma última etapa de campo foi realizada para checagem e validação dos mapas elaborados. A área de estudo caracteriza-se por apresentar o predomínio de rocha sedimentar; entre a tipologia pedológica a mais expressiva é o Latossolo Vermelho – Amarelo Distrófico, sendo encontrado em toda porção ocidental da área, classificado como de médio potencial e de baixa a média aptidão agrícola. Quase a totalidade da área é recoberta pela vegetação do tipo Cerrado, com uma presença muito forte da agricultura irrigada especialmente por pivôs centrais. Nove municípios de toda região oeste da Bahia estão inseridos na área de estudo. As cenas que recobrem a área foram recortadas para delimitação espacial do oeste baiano, para construção de um banco de dados, contendo temas vetoriais, que proporcionou a análise dos mapas de solos, geomorfologia, vegetação, geologia e hidrografia, e do NDVI, revelando o padrão de ocupação regional e as áreas mais degradadas. A análise do NDVI possibilitou a demarcação de pontos para reconhecimento e verificação dos dados levantados em processamentos digitais e os que foram obtidos em campo. Foram selecionados 44 pontos em áreas de agricultura, onde a ênfase recaiu sobre as mais degradadas. O uso indiscriminado dos recursos naturais conjuntamente às condições ambientais eleva o risco de processos de degradação, podendo ampliar a susceptibilidade de fenômenos desencadeadores da desertificação, sobretudo perda do solo por erosão. Através das análises observamos que o NDVI apresentou variação entre -0,5 a 0,5, sendo que as áreas mais próximas à -0,5 apresentam os menores índices de cobertura vegetal podendo ser caracterizado por solo exposto ou afloramentos rochosos, os quais serão verificados nos trabalhos de campo e as mais próximas de 0,5 apresentam os maiores índices de cobertura vegetal, caracterizando as áreas menos exploradas. * * Eixo temático: Avanços no uso das tecnologias de informação geográfica; Impacto da tecnologia da informação e das comunicações no espaço latino-americano.
Palabras clave: Índice de vegetação, Geotecnologias, Uso dos solos,
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
Análise do uso de Índices de Vegetação no mapeamento de níveis de degradação da floresta.
4151
Daniel Carlos dos Santos Machado 1(*); Rocky Helíprio dos Santos 1
A questão ambiental emerge como um pertinente e importante viés, paradigmático à geografia. Diante desse contexto brevemente a ser citado, o desnudamento do ordenamento espacial dos objetos calcados em uma análise comportamental dos elementos naturais tende a subsidiar uma racionalização espacial que condicione estratégias socioambientais mais sustentáveis Nesse sentido, a avaliação dos níveis de degradação da floresta contribui para que se estabeleça usos e manejos mais eficientes que amenizem os impactos ambientais sobre os recursos naturais existentes. A definição de indicadores que facilitem este diagnóstico é importante, principalmente quando consideramos a possibilidade de sua espacialização. Este trabalho pretende analisar a sensibilidade de índices de vegetação (IV), em diferentes tipos de cobertura florestal, para esta caracterização, em apoio às estratégias de conservação e recuperação de ecossistemas, mais especificamente na Mata Atlântica. O objeto do presente trabalho, que já é continuação de um trabalho já feito por alunos do laboratório ESPAÇO/UFRJ, se insere no recorte espacial da bacia hidrográfica do rio São João. O recorte a ser estudado incorpora em parte os municípios de Casimiro de Abreu, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu (nascentes), Araruama, Cabo Frio e Rio das Ostras, além de abarcar integralmente o município de Silva Jardim. Todos os municípios estão inseridos no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Como objetivo específico, o trabalho em questão visa à geração de imagens de IV (índice de vegetação) em dois períodos distintos, considerando diferenças sazonais, a partir das quais serão extraídas e analisadas uma série de amostras para diferentes níveis de degradação de áreas florestadas em tabuleiros e encosta. Tais amostras serão utilizadas para a análise estatística na identificação de padrões caracterizadores de cada estágio. O trabalho prevê também um projeto envolvendo o mapeamento da bacia através de um ou mais modelos baseados nos padrões visualizados e identificados. Também validado por trabalhos de campo. Além disso, procura-se, por fim, entender como as imagens geradas a partir dos IV podem contribuir no entendimento da "qualidade" (e entende-se como qualidade, a biodiversidade e biomassa) dos fragmentos florestais da mata atlântica, litoral brasileiro. A metodologia desenvolvida e empregada consiste nas seguintes etapas: uso de imagens Landsat recentes (2005 e 2007), referentes aos períodos úmido e seco respectivamente; correção atmosférica para a redução de interferências das ondas eletromagnéticas; mapeamento da cobertura florestal atualmente observado ao objeto definido; levantamento de campo para identificação de amostras de áreas florestadas em diferentes níveis de degradação; geração de imagens relativas aos IV; extração dos valores de IV para as amostras e posterior análise estatística para identificação de padrões caracterizadores de cada estágio e por fim identificar qual delas obteve o melhor resultado, considerando seus aspectos sazonais; mapeamento da bacia através de um modelo baseado nos padrões identificados; trabalho de campo para validação e ajustes do modelo. Como resultado esperado, será verificada a quantificação da perda de biomassa que a vegetação apresenta nos períodos seco e úmido, além de associar a variação do índice em relação aos diferentes compartimentos geomorfológicos. Assim, tal material informacional poderá auxiliar no desenvolvimento de possíveis planejamentos territoriais com bases voltadas a conservação.
Palabras clave: NDVI, Remote sensor, geoprocessamento, mata atlântica,
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
Contribuições de Geotecnologias para Manejo e Conservação de Reserva Ambiental: Estudo de Caso do “Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais”
4160
O Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais (MHNJB/UFMG) abrange área equivalente a 60 hectares, a terceira maior área verde de Belo Horizonte (Minas Gerais – Brasil). Situa-se numa região originalmente ocupada por Mata Atlântica, apresentando diferenças fisionômicas devido aos diferentes usos do solo ao longo do tempo.O conhecimento da vegetação é um dos primeiros passos para o estabelecimento de ações prioritárias para a conservação, um subsídio fundamental para a gestão ambiental (DRUMMOND et al, 2005). Estas informações permitem realizar o diagnóstico das condições da vegetação, resultando no status de conservação de uma área. Por conservação entende-se atividades de manejo para preservação, manutenção, utilização sustentável, restauração e recuperação do ambiente natural, para garantir sua permanência para usufruto de todos, inclusive gerações futuras, bem como a sobrevivência do ecossistema (Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, Lei Nº 9.985, de 18 de julho de 2000). O mapeamento constitui um instrumento de identificação de áreas, o que pode auxiliar na indicação de medidas de melhoria na qualidade ambiental, através de um diagnóstico que prevê preservação e desenvolvimento ambiental (BEDÊ et al, 1997). Nesse sentido, as técnicas de geoprocessamento contribuem para a identificação de áreas críticas, onde a ação antrópica para a recuperação do ambiente é necessária (LIMA & LOUZADA, 2007). O objetivo deste trabalho foi produzir um mapa digital que aponte a diversidade fito-fisionômica e vulnerabilidades da reserva, como base para o plano de manejo e gestão do MHNJB/UFMG. Realizou-se um levantamento de dados e informações sobre a área do MHNJB/UFMG, como fotografias aéreas, imagens de satélite, levantamentos aerofotogramétricos, bases cartográficas pré-existentes entre outros, existentes na base de dados da PRODABEL (Empresa de Informática e Informação de Belo Horizonte). As imagens e fotografias levantadas foram georreferenciadas e sobrepostas à fotografia aérea de Belo Horizonte do ano de 1999, devido a sua melhor resolução espacial, o que facilitou a análise e permitiu a vetorização de elementos como limites, trilhas e edificações, do MHNJB/UFMG. Estas informações foram verificadas em campo, com o auxílio do GPS (Global Positioning System, na sigla em inglês). Elaborou-se um mapa correspondente ao status de conservação com base na sobreposição de informações sobre o estágio sucessional e espécies ocorrentes (nativas, exóticas e frutíferas). Para tanto, utilizou-se a Deliberação Normativa n.º3, de 8 de setembro de 2004 (Caracterização da Mata Atlântica no Estado de Minas Gerais), o SNUC e conhecimentos botânicos sobre a vegetação. Identificou-se áreas em estágio inicial de regeneração (árvores com altura média de até 5m, camada fina de serrapilheira, sem sub-bosque, predomínio de espécies pioneiras como guapuruvu e pau jacaré); estágio avançado de regeneração (árvores com altura média de até 12m, serrapilheira, com sub-bosque); áreas recuperadas (plantio misto de espécies exóticas e nativas); e áreas em restauração (plantio com espécies nativas da região). Com relação à composição de espécies foram encontradas: áreas com predomínio de espécies nativas; áreas com ocorrência de espécies exóticas (como eucalipto, café e cará-do-ar); áreas com ocorrência de espécies frutíferas (como manga, jaca, jabuticaba, pitanga e goiaba); arboreto (espécies brasileiras, exóticas ao estado de MG, como sumaúma e barriguda); e ornamentais (jardins com plantas ornamentais e arbóreas, nativas e exóticas). Além das áreas acima, alguns pontos merecem atenção devido ao estado de degradação, como o manancial, a área de lazer e o aceiro devido à presença de lixo. Todas essas características foram representadas no mapa digital. A espacialização dessas informações permitiu identificar a diversidade vegetal e o status de conservação da reserva do MHNJB/UFMG, o que subsidiará as medidas de manejo mais adequadas à conservação, como ações voltadas para educação ambiental da comunidade do entorno. Na análise ambiental, a utilização de ferramentas do geoprocessamento contribui para o mapeamento e a análise da relação entre os elementos constituintes da paisagem. Assim, nesse trabalho, foi possível ainda detectar a influência que as atividades antrópicas exercem no meio, o que freqüentemente constitui em impacto ambiental. Ressalta-se ainda que, por estar inserida numa área urbanizada, o MHNJB/UFMG apresenta problemas inerentes às áreas de reserva localizadas nas cidades, tais como: pressão da ocupação urbana desorganizada no entorno, presença de animais domésticos que ameaçam a fauna local e efeitos nocivos à vegetação em contato com a área limítrofe do MHNJB/UFMG. Além disso, as interações homem-natureza percebidas nesse local constituem foco de interesse para os planos de manejo da reserva, que, até então eram realizados de modo intuitivo, sem metodologias padronizadas. As tecnologias para aquisição e tratamento de informações geográficas se mostraram de grande utilidade para o reconhecimento, análise e planejamento da área estudada.Referências:BRASIL. Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Lei número 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Disponível em: <www.ibama.gov.br/parna_itatiaia/download.php?id_download=158>. Acesso em 10 set 2008 BEDE, L. C.; WEBER, M.; RESENDE, S. R. O.; PIPER, W.; SCHULTE, W. Manual para mapeamento de biotopos no Brasil: base para um planejamento ambiental eficiente. 2. ed. Belo Horizonte: Fundação Alexander Brandt, 1997. 146p. DRUMMOND, G. M.; MARTINS, C. S.; MACHADO, A. B. M.; SEBAIO, F. A.; ANTONINI, Y. Biodiversidade em Minas Gerais. 2 ed. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 2005. 222pLIMA, L. P. Z.; LOUZADA, J. N. C. Estratégia para conservação do complexo da Serra de Carrancas – MG: proposição de unidades de conservação utilizando ferramentas SIG. In: Congresso de Ecologia do Brasil, 2007, Caxambu, MG. Anais do VIII Congresso de Ecologia do Brasil, Setembro de 2007, Caxambu - MGMINAS GERAIS. Deliberação Normativa n.º 73, de 8 de setembro de 2004. Dispõe sobre a caracterização da Mata Atlântica no Estado de Minas Gerais, as normas de utilização da vegetação nos seus domínios e dá outras providências .Publicação - Diário do Executivo - "Minas Gerais" - 02/10/2004.
Palabras clave: mapeamento, Sistema de Informação Geográfica, preservação/conservação ambiental, Museu de História Natural e Jardim Botânico,
14:30 a 15:30 Área 4 | 4-Avances en el uso de las tecnologías de información geográfica
| Oral | 4.1_ Los saberes geográficos en el uso de las tecnologías de la información geográfica (TIG)
DEFINIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE ÁREAS DE FRAGILIDADE AMBIENTAL, COM BASE EM ANÁLISE MULTICRITÉRIO, EM ZONA DE AMORTECIMENTO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
4036
Nadja Maria Castilho da Costa 1(*); Vivian Castilho da Costa 1; Jefferson Pereira Caldas dos Santos 1
1 - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ | (*) Brasil
As Unidades de Conservação (UCs) definidas e reguladas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Brasil se dividem em dois grandes grupos: as Unidades de Proteção Integral e as de Uso Sustentável dos Recursos. O objetivo básico para as Unidades de Proteção Integral é conservar/preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Enquadram-se, nesse caso, os Parques Nacionais, Estaduais e Municipais. Tal objetivo, especialmente em Parques localizados em áreas urbanas, não vem sendo atingido, ao contrário, tais áreas protegidas vêm sendo cada vez mais degradados e ocupados em decorrência da pressão urbana de seu entorno.A importância da interface entre as UCs e o seu entorno aparecem registrados na resolução CONAMA nº 13/1990 e na Lei do SNUC (Lei Federal nº 9985/2000), que determina que todas as unidades de conservação, com exceção das Áreas de Proteção Ambiental - APAs e Reservas Particulares de Patrimônio Natural - RPPNs, tenham a sua “Zona de Amortecimento” definida (SNUC, artigo 25). Assim, é essencial que haja estudos com a finalidade de identificar e diagnosticar a área de entorno das demais categorias de unidades de conservação. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo definir e analisar áreas de fragilidade ambiental no entorno do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB), localizado na cidade do Rio de Janeiro, visando contribuir à delimitação de sua efetiva “Zona de Amortecimento”. O Mapa de Fragilidade Ambiental foi gerado através da análise multicritério, desenvolvida a partir da aplicação do software ARCGIS 9 numa área de avaliação que corresponde a uma faixa de 2 Km (1 Km de cada lado) dos limites (interno e externo), ou seja, a partir da cota altimétrica de 100 m do PEPB. O banco de dados geográfico digital possibilitou o suporte às análises e foi composto dos seguintes mapas temáticos: Uso do Solo e Cobertura Vegetal (2004), Índice de Qualidade Urbana (IQU), Solo, Geologia e Declividade. O cálculo do IQU foi realizado considerando a malha de polígonos dos setores censitários (IBGE, 2000) que estavam dentro da faixa selecionada. Na confecção do mapa de Fragilidade Ambiental, os cinco mapas bases receberam pesos equitativos (cada um respondeu por 25% de importância) e cada parâmetro considerado nos mapas recebeu notas que variaram de 0 a 10. A média ponderada das notas gerou 5 classes de fragilidade ambiental (segundo Ross, 1994) distintas e que determinam uma intensidade, conforme a seguinte: muito fraca (1), fraca (2), média (3), forte (4) e muito forte (5).Os resultados dos mapeamentos realizados mostram que, entre as três vertentes do PEPB mapeadas, existem diferenças significativas quanto ao grau de fragilidade ambiental em seu entorno (Zona de Amortecimento).A vertente Oeste possui maior diversidade de uso e áreas significativas de alta fragilidade ambiental, com a presença de áreas significativas de floresta na parte interna à área protegida, contíguamente às áreas desmatadas e com ocupação por residências em sua Zona de Amortecimento. Isso significa que nesses locais os impactos detectados (perda da floresta por desmatamentos e queimadas, erosão nas encostas e ocupação irregular por residências) poderão, em breve, avançar para o interior do parque, a exemplo do que já está ocorrendo em vários de seus segmentos de borda. Alguns trechos pertencentes às bacias hidrográficas do Rio da Prata de Campo Grande e das Tachas encontram-se nesta situação. Dados como a declividade e o uso do solo (ocupações urbanas e áreas desmatadas de capim que favorecem campos de pastagem e cultivo da banana), a exemplo da avaliação mais detalhada dessas atividades no mapa de fragilidade ambiental, permitem perceber que vem ocorrendo uma intensificação da ação antrópica aliada à grande vulnerabilidade potencial e natural do ambiente a erosão (solos e declividades favoráveis à processo erosivo, tais como movimentos de massa, COSTA, 2006).A vertente Norte, por sua vez, apresenta características diferenciadas quanto ao uso do solo na faixa de influência do Parque e áreas significativas de baixa fragilidade ambiental. Tanto no interior da área protegida, quanto em sua periferia próxima, existe uma extensão significativa de áreas degradadas, ou seja, totalmente desmatadas e com uma densidade de ocupação humana elevada, o que não possibilita mais ser usada na preservação, mas apenas controlada a sua ocupação na área do PEPB (acima da cota 100 m). O único segmento de borda que apresenta a floresta em seu interior e áreas já desmatadas e com ocupação humana no limite externo à área protegida é o vale do rio Piraquara. Neste trecho, a administração do Parque está construindo uma sub-sede visando conter o avanço dos impactos sobre o único reduto de floresta ainda existente nesta vertente, aliando, em alguns pontos, o reflorestamento já realizado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.Na vertente Leste, o grau de ocupação humana é menor, porém o grau de degradação se mantém elevado. A degradação nesta vertente se dá principalmente pelas práticas agrícolas e pela crescente ocupação desordenada desta área tanto por populações de baixa renda como de alto poder aquisitivo, porém em ambos os casos esta ocupação se processa sem a infra-estrutura urbana adequada e ecologicamente correta.Os resultados observados no mapa resultante da análise multicritério (mapa de fragilidade ambiental) permitiram concluir, que os impactos mais significativos foram detectados na faixa de 1 km da Zona de Amortecimento da vertente Norte. Entretanto, comparando às áreas internas (do interior do Parque) e externas ao parque (Zona de Amortecimento preliminar), a vertente Oeste apresenta situações mais preocupantes (áreas de elevada fragilidade ambiental), visto que foram detectadas manchas com ocupação mista, onde significativos remanescentes florestais do interior do Parque estão contíguas às áreas degradadas (desmatadas) e/ou com cultivos e pastagens em sua Zona de Amortecimento. O estudo possibilitou, portanto, que a análise geográfica da Zona de Amortecimento em unidades de conservação seja avaliada sob a ótica do geoprocessamento, com um maior apuro no diagnóstico da fragilidade ambiantal de locais que deverão ser constantemente monitorados por órgão gestores, a exemplo da administração do PEPB, para que seus impactos inicialmente detectados não avancem para o interior da área protegida e assim estas sejam efetivamente manejadas adequadamente.
Palabras clave: Zona de Amortecimento, Fragilidade Ambiental, Unidade de Conservação, Geoprocessamento, Análise Multicritério
| Oral | 4.1_ Los saberes geográficos en el uso de las tecnologías de la información geográfica (TIG)
ATLAS AMBIENTAL COMO SUBSÍDIO AOS ESTUDOS DE SUSTENTABILIDADE – A BACIA DO ARAÇUAÍ NO VALE DO JEQUITINHONHA
4118
Neste trabalho [1], elaboraram-se mapas temáticos, enfocando os espaços físico-ambiental e sócio-econômico do Vale do Jequitinhonha, Estado de Minas Gerais, e mapas físicos da bacia do Araçuaí, tributário do rio Jequitinhonha utilizando-se do Sistema de informação Geográfica. O Vale do Jequitinhonha, região de planejamento VII [2], está situado à nordeste do Estado de Minas Gerais, entre os paralelos 15o e 18o de latitude sul e os meridianos de 40o e 43o de longitude oeste, possuindo uma área de 79.383,60 km2. A região do Vale inclui duas grandes bacias hidrográficas: a do rio Jequitinhonha e a do rio Pardo. A bacia do Jequitinhonha, que interessa a este trabalho, tem uma área total de 69.997 km2, sendo que 93,6% estão em Minas Gerais. Inserida na grande bacia do Jequitinhonha, a Bacia do rio Araçuaí conta com uma área de 16.272 km2,ocupando 20,5% da área total da bacia. A escolha dessa bacia deveu-se a seu papel de fundamental importância dentro do Vale do Jequitinhonha e por ser uma bacia que engloba 20.5% da área do Vale. É de grande importante para a manutenção do abastecimento hídrico e para a prática da agricultura. Justifica-se, portanto, a orientação do estudo de caso para ela, já que os problemas encontrados nessa bacia podem ocorrer em outras bacias menores. Desse modo, a compilação da cartografia básica sobre o Vale e, em especial a da Bacia do rio Araçuaí, que tem como objetivo essencial fornecer as bases para o conhecimento da capacidade do meio ambiente físico e de alguns processos a ele inerentes, intenta fornecer aos planejadores e gestores a ferramenta básica para um consistente programa de desenvolvimento sustentável, condizente com os propósitos referenciados anteriormente. Para tanto, o conhecimento do potencial dos recursos naturais regionais torna-se imprescindível para que se planeje uma utilização racional que contribua para a sustentabilidade regional. Foram utilizadas técnicas cartográficas, e Sensoriamento Remoto e o geoprocessamento para se obter os produtos cartográficos da bacia do Araçuaí e do Vale do Jequitinhonha. E o estudo dividiu-se em 3 partes principais: o primeiro passo foi a criação da base de dados digitais, digitalização, georreferenciamento e correção geométrica das imagens de satélite; o segundo passo constitui-se da caracterização e análise das variáveis sócio-econômicas e físicas do Vale do Jequitinhonha, por meio de cartogramas, tabelas e textos e por fim a produção do Atlas Digital, que apresenta os resultados, agregando mapas, tabelas, fotos e textos. Objetiva-se, com os mapas temáticos produzidos, dar subsídio aos estudos de sustentabilidade na área. O material elaborado poderá servir, também, como base cartográfica para que pesquisadores e estudantes possam obter dados georreferenciados sobre a bacia, através da Internet. Como produto complementar, foi elaborado um atlas do Vale do Jequitinhonha, apresentado tanto na forma convencional (papel), como na forma digital, (Compact Disc-CD). Cada mapa é acompanhado de um memorial descritivo, contendo a metodologia usada na confecção e a análise resumida do evento apresentado. [1] Trabalho retirado da Dissertação de Mestrado realizada na UNESP com patrocínio da FAPESP. [2] Conforme o Instituto de Geociências Aplicadas – IGA (1987).
Palabras clave: SIG, Vale do Jequitinhonha, Bacia do Araçuaí, Atlas, Cartografia Digital
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
Uso do Geoprocessamento para Pré-delimitação de Unidade de Conservação: Um estudo de caso na Serra de Maracajú-MS
4127
Panagiotis Alexandro Tsilfidis 1(*); Adelsom Soares Filho 1
1 - Universidade Federal da Grande Dourados | (*) Brasil
O homem, como ser social, interfere no meio ambiente, criando novas situações ao construir e reordenar os espaços físicos de acordo com seus interesses. Todas essas modificações inseridas pelo homem no ambiente natural alteram o equilíbrio de uma natureza que não é estática, mas que apresenta quase sempre um dinamismo harmonioso em evolução estável e contínua (ROSS, 1990). O meio ambiente tem sofrido alterações registradas nas últimas décadas, o que tem causado males à humanidade. A partir daí, começa a fortalecer-se a idéia de preservar o meio ambiente onde se vive, pois parte-se do princípio de que não estamos aqui ao acaso. Se existimos, é porque há todo um conjunto de condições favoráveis para que isso aconteça. Mas ainda estamos longe de conviver e respeitar esse princípio, pois o meio ambiente ainda é visto como uma fonte inesgotável de recursos naturais. A criação de áreas de preservação é uma das formas de expressão da vontade de se continuar a existir, pois é a manifestação da idéia de se tentar preservar as condições naturais das quais o homem necessita para sobreviver. Porém, não se pode esquecer que se vive em uma sociedade desigual e culturalmente formada para utilizar os recursos naturais ao máximo, fruto do processo histórico do nosso país e que exigirá muitos esforços para que se transforme (XAVIER DA SILVA E ZAIDAN, 2004). Este trabalho surgiu com o intuito de demonstrar a contribuição do uso do Geoprocessamento na preservação do meio ambiente no contexto atual vivido, sobretudo, de mostrar as etapas empregadas para a criação de uma unidade de conservação. Uma dificuldade encontrada para a elaboração deste estudo foi a base para fundamentação. Com base em alguns limites físicos pré dispostos como altimetria e declividade, – com uma declividade acentuada o relevo torna-se impróprio para uso agrícola ou urbano, pois dificulta o acesso por maquinas – e remanescentes vegetais, criou-se um banco de dados georreferenciado, usando o Software de SIG (Sistema de Informações Geográficas) Spring 4.3.3 (desenvolvido pelo INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a base de dados do Projeto SRTM NASA (Shuttle Radar Topography Mission) Interpolação 90m, representados pelos quadrantes: SF-21-X-A; SF-21-X-B; SF-21-X-C; SF-21-X-D; SF-21-Z-A e SF-21-Z-B na escala 1:250000, Imagens de satélite CBERS2, bandas 2,3 e 4, - sendo as duas primeiras compostas por ondas eletromagnéticas faixa do visível e ultima composta pelo infravermelho próximo- das cenas 164/123, 164/124 e 164/123 de 2008 (INPE), Cartas Planimétricas do DSG (Diretoria de Serviço Geográfico) de 1964, na Escala 1:100000 (Departamento de Serviço Geográfico do Exército), 106 Nioaque 21-X-C-III, 107 Rio Serrote SF-21-X-D-I, 108 Piúva SF-21-X-D-II, 118 Boqueirão SF-21-X-C-V, 119 Vista Alegre SF-21-X-C-VI, 120 Maracajú SF-21-X-D-IV, 130 Campestre SF-21-X-A-V, 131 Antonio João SF-21-Z-A-VI, 132 Itaum SF-21-Z-B-I, Atlas Multireferencial do Mato Grosso do Sul, 1990 na Escala 1:15000000, Mapas de vegetação, relevo, geomorfologia, solos e hidrografia do Projeto Radam Brasil, 1983 na Escala 1:1000000, Mapas de Remanescentes Vegetais do IBGE, MMA e elaborados pelo Estado do Mato Grosso do Sul como base de apoio. A área estudada compreende o quadrante que se inicia a partir coordenadas latitude 21°9´3"S e longitude 55°33´9"W até latitude 21°41´15"S e longitude 55°58´50"W, com uma área total de 61.307,18 hectares e perímetro de 594.820 metros, cortando os municípios de Anastácio, Nioaque, Maracajú, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Ponta Porã, Bela Vista e Antonio João, no Estado de Mato Grosso do Sul. Para delimitar a área foram usados os modelos de elevação do terreno adquiridos através do SRTM NASA para geração de uma rede triangular e isolinhas, com base nesses modelos foram elaboradas cartas de Hispsometria e declividade, foram consideradas as classes de declividade sugeridas por De Biasi (1992), sendo: < 5%, 5-12%, 12-30%, 30-47% e > 47%. O mesmo autor recomenda que se utilizem as classes de declividade já estabelecidas por leis para os diferentes usos e ocupação territorial. Para identificação da rede de drenagem usaram-se cartas Planimétricas e Imagem de Satélite que abrange os respectivos municípios cortados pela área estudada. Foram utilizados ainda Mapas de Remanescentes Vegetais, visto que a área possui alguns fragmentos de vegetação devido a ação antrópica no entorno da Serra de Maracajú.Ao cruzarmos dos dados dos mapas acima mencionados chegamos a delimitação proposta da área, que se enquadram nos requisitos da Lei No 9.985, de 18 de Julho de 2000 do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965 do Código Florestal, de maneira que a área delimitada poderia ser instituída como uma unidade de conservação, protegendo os remanescentes de vegetação e colaborando na manutenção das nascentes da região.
Palabras clave: geoprocessamento, meio ambiente, conservação, nascentes, vegetação
15:30 a 16:30 Área 4 | 4-Avances en el uso de las tecnologías de información geográfica
| Oral | 4.1_ Los saberes geográficos en el uso de las tecnologías de la información geográfica (TIG)
MAPEAMENTO DOS SISTEMAS AMBIENTAIS E DA MALHA URBANA DA LAGOA DA PRECABURA E SUA BACIA HIDROGRÁFICA
4049
Antônia Elisangela Ximenes Aguiar 1(*); Icaro de Paiva Oliveira 1; Maria Lucia Brito da Cruz 2; Ticiana Rodrigues Castro 1
Um dos grandes desafios da humanidade na atualidade é a escassez da água, a preocupação em manter uma fonte potável suficiente que abasteça a população mundial tem estado presente em diversos debates públicos. No entanto pouco tem sido feito em medidas concretas e eficazes, o que se tem visto são intervenções políticas emergenciais, como alternativa para economizar água e a limpeza de recursos hidrícos. O crescimento populacional desordenado aos redores de mananciais e fontes hídricas, juntamente com o desenvolvimento industrial, tem contribuído para deteriorização da qualidade da água. Nesse contexto mostra-se a relevância do tema água nesse artigo. Os impactos gerados pela urbanização repercutem no funcionamento do ciclo hidrológico ao interferir no rearranjo dos armazenamentos e na trajetória das águas, introduzindo novos meios para sua transferência na área urbanizada e em torno da cidade, CHRISTOFFOLETTI (1993). A poluição das águas provoca grandes desequilíbrios ambientais, uma vez que a distribuição da fauna e flora aos redores de recursos hídricos é muito rica e sensível a ações antrópicas sucessivas, saindo do alcance de seu poder de regeneração. Dentro desse contexto é possível constatar que a sociedade pode conservar, criar ou até mesmo destruir os recursos naturais, mas não poderá tão facilmente aumentar o estoque de recursos, pois a prática contínua do processo de degradação provoca um déficit do patrimônio natural, tornando o processo irreversível no campo ambiental (CAVALCANTE, 1998). Dentre os ambientes mais frágeis e vulneráveis a ação antrópica do homem, está o lacustre. Esse ambiente se mostra sensível a impactos externos colocando em risco a fauna e a flora peculiares a esse ambiente. Ocorre que nesses ambientes a mata ciliar é retirada comprometendo o potencial hidrológico, em virtude de seu assoreamento. A relevância do assunto tornou freqüente a realização de trabalhos nessa área, pela necessidade de informações sobre mananciais, dado fato tornou-se imprescindível o uso de técnicas de sensoriamento remoto, juntamente com um sistema de informação geográfica, que possibilitaram o mapeamento geoambiental e o mapeamento de expansão urbana da lagoa da Precabura e sua Bacia Hidrográfica. O comportamento espectral dos alvos terrestres, provocado pela interação da radiação eletromagnética com os mesmos, faz com que a classificação do uso do solo seja factível (Moreira, 2005). Para o levantamento da rede de drenagem, pode-se utilizar uma série de técnicas de fotointerpretação, como por exemplo, características das sombras (Loch, 2001). Para completo entendimento sobre uma bacia hidrográfica torna-se imprescindível o conhecimento fisiográfico, que proporciona futuramente subsídios para utilização racional dos recursos hídricos. Nesse contexto mostra-se a relevância do tema água nesse artigo. Este trabalho analisa as características naturais e antrópicas da Lagoa e sua bacia a partir de uma análise geomorfológica. Essa análise busca total entendimento sobre a área de estudo para compreensão do fenômeno de desaparecimento da Lagoa da Precabura em alguns pontos da Bacia. A Lagoa da Precabura e sua Bacia hidrográfica estão localizadas na zona leste pré-litoranea de Fortaleza. Como etapa de desenvolvimento do trabalho foi necessário um processo de pesquisas bibliográficas, levantamento empírico e de cunho pessoal, como metodologia adotada, foram feitos registros fotográficos, que se seguem referenciados, formulação de mapas temáticos, aerofotometria e técnicas de geoprocessamento, que possibilitaram uma análise mais detalhada e completa sobre o objeto de estudo, sendo de total relevância para a determinação dos resultados da pesquisa.
| Oral | 4.3_ Desarrollo, aplicaciones y uso de TIG
ELABORACIÓN DE AREAS DE CAPTACIÓN DE DRENAJE COMO UNIDADES DE AGREGACION DE INFORMACIÓN E IMPLEMENTACIÓN DE ALGEBRA DE MAPAS COMO HERRAMIENTAS PARA LA PLANIFICACIÓN AMBIENTAL EN EL DEPARTAMENTO DEL CAUACA, REPÚBLICA DE COLOMBIA.
4184
El Departamento del Cauca está ubicado al suroccidente colombiano sobre la cordillera de los andes, la Corporación Autónoma Regional del Cauca (CRC), autoridad ambiental en el departamento está en el proceso de ajuste del Plan de Gestión Ambiental Regional (PGAR), plan que orienta en términos de política y gestión, el manejo ambiental como soporte al desarrollo socioeconómico del departamento. Por ello surgió la posibilidad de implementar una herramienta que permitiera leer las distintas dimensiones de las más de tres millones de hectáreas que comprende el departamento. Se propuso implementar un modelo que había tenido buenos resultados en la Serranía Perijá entre los departamentos de Cesar y la Guajira. El modelo consiste en elaborar una unidad de análisis de fácil lectura, para lo cual se propuso la cuenca hídrica en su expresión mínima que es el área de captación de cada uno de sus drenajes. Sobre esta unidad de análisis se hacen operaciones con algebra de mapas que permiten leer de manera dinámica la relación de la oferta ambiental vs demanda, constituyéndose así una herramienta eficiente para la toma de decisiones, que permite ver el territorio en distintos escenarios y espacializar los ajustes al PGAR. La unidad de análisis se genera a partir de un modelo digital de terreno (información de domino publico), utilizando herramientas de análisis espacial, que además de generar las áreas de captación de cada drenaje de una cuenca, genera una red de drenajes, una grilla de acumulación de flujo y otros subproductos. El área de captación del drenaje se calculó de acuerdo a la escala de trabajo que era de 1:500000 y una unidad mínima de 600 has aproximadamente. Para hacer las operaciones con algebra de mapas se consolido previamente una geodatabase con la información temática organizada por componentes, por ejemplo la variable de Suelos se encontraba en el componente físico, la variable cobertura vegetal estaba en el componente de biodiversidad. Luego de tener una base de datos geográfica estructurada, con el grupo de especialistas dispuestos por la CRC y otros del orden nacional, se procedió a hacer un ejercicio de ponderación de componentes y calificación de esas variables, con el fin de utilizar esos valores en las operaciones. Finalmente se hace una suma de variables, teniendo en cuenta los pesos definidos y el resultado se adjudica al área de captación por medio de un análisis espacial, convirtiéndose en unidad de agregación de información. De esta manera se pueden ver distintitos escenarios a medida que se cambian los valores de ponderación y calificación, también se puede identificar áreas que de manera recurrente tienen un mismo valor. Por ejemplo áreas donde hay bosque natural, pendientes fuertes, densidad poblacional baja, presencia abundante de flora y fauna, siempre tendrá un mismo comportamiento frente a las demás áreas por más de que se le dé más peso al componente físico que al de biodiversidad o al sociocultural o económico. De esta manera se elaboró una herramienta útil para la planificación ambiental del departamento del cauca, que se utilizó como base para hacer un documento que plasmo las directrices del ajuste del PGAR.
Palabras clave: Algebra de Mapas, Areas de captacion, Cuencas, Analisis espacial,